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Inovação na Construção 🔨 🚧 Civil – Com que roupa…

21/01/2018

Viralizou na internet o vídeo do pedreiro que lança massa com maestria a uma altura de 4 m de altura, mal dando tempo para que o colega , posicionado numa escada , a chape à tempo .

Um dos comentários que li acerca do vídeo é o de que , ao final do dia, o profissional necessitaria de um dorflex .

Mais que a dor de final de dia ,num curto espaço de tempo sua coluna estaria prejudicada .

A obra em que se encontram dá pinta de informal , fosse formalizada a DRT(delegacia regional do trabalho) poderia, imagino ,intervir no serviço alegando sérios prejuízos à saúde do operário.Fosse você o patrão , concordaria?

A despeito das brincadeiras que fizeram com o filme , fato é que o serviço parecia render e, se havia desperdício, era mínimo .

No Estadão de 15 de janeiro a foto de um funcionário trabalhando na linha de produção da fábrica da Fiat em Betim (MG) , em essência, num tipo de serviço com características similares ao executado pelo pedreiro do filme ; necessário, repetitivo e de forte impacto ergonômico.

A diferença é que vestido num exoesqueleto, em síntese uma vestimenta que o transforma num robô. Segundo a matéria , “acoplados ao corpo do funcionário reduzem o desgaste físico e ajudam a melhorar a produtividade”. Nas palavras de quem o veste , “fiquei mais ágil e menos cansado”, “antes eu ficava curvado para fazer o serviço, mas agora fico sentado, apoiado pelo exoesqueleto, e só tenho de movimentar os braços” .

E o “dono” , o que diz da experiência, “o nível de imprevistos e distúrbios na produção caiu muito .Mas este é um processo contínuo e os ganhos de eficiência e qualidade também serão contínuos e crescentes”

Agora , deixando a brincadeira de lado , se vestíssemos o “bruto” do filme com o exoesqueleto do “magricela “ da Fiat os efeitos sobre o processo e o comentário do pedreiro não seriam os mesmos?

O paralelo entre os dois casos serve para mostrar o quão vasto é este mundo novo da automação. No caso específico do exoesqueleto, o mérito de sua introdução na situação protagonizada pelo pedreiro seria a manutenção de um processo construtivo brasileiro centenário, o reboco sobre bloco de alvenaria, só que evoluído a um estágio bem superior ao do arcaísmo com que é praticado hoje na maior parte das obras brasileiras.

O Exoesqueleto da Fiat custa U$ 144 mil dólares a unidade e é fabricado na Suíça.

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