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Hora da reforma

19/01/2012

De olho na guarda da galinha de ovos o governo federal trata de divulgar mais um incentivo visando manter aquecida a indústria da construção civil.

Matéria publicada ainda na Folha de 11 de janeiro, não houve tem de digeri-la para divulgá-la anteriormente, informa que ” o governo aprovou ontem uma nova linha de financiamento, com foco na classe média, para compra de material para reforma ou ampliação de imóveis. Os recursos virão do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Hoje, há linha para material de construção destinada a famílias de menor poder aquisitivo, com renda bruta mensal de até R$ 5.400, a juro máximo de 8,16% ao ano. A modalidade aprovada ontem não prevê limite de renda e determina custo anual máximo, incluindo juro, comissões e encargos, de 12%, com 120 meses para pagar.”

Não é mau negócio, “pois hoje a linha mais barata destinada à classe média no mercado tem juros de 23,14% ao ano, com prazo para pagamento de até 60 meses.” O limite de empréstimo por tomador é R$ 20.000,00, adequado mesmo para os que estão interessados em dar uma nova cara àobviamente e, portanto servirá para movimentar a indústria de materiais de construção além das microempresas prestadoras de serviço, ou “empeleiteiros”.

Beleza, apesar de saber que ,grosso modo ,lucra o mercado informal em vários aspectos inclusive porque, com maisi dinheiro para o potencial cliente gastar, será mais facil tomar mão de obra qualificada do mercado regularizado atraída que é por boa remuneração em troca de serviço prestado de menor padrão de qualidade e sem se submissao à tantas exigências.

Mas voltemos à vaca fria. A indústria de material de acabamento, uma das principais beneficiárias do pacote e  que obteve em 2011 ,segundo matéria publicada no Valor de 18 de janeiro, o maior faturamento de sua historia, R$ 108,5 bilhões,  gostaria que o governo disponibilizasse para a nova linha mais que os R$ 300 milhões previstos inicialmente, ainda pode chegar a R$ 1bi.

Em que pese ter obtido um crescimento real de vendas internas de 2,9% no ano de 2011 o valor ficou aquém dos mais de 9% esperado no inicio do ano passado e terminou abaixo da ultima projeção feita para o período, 3% a 3,5%, portanto toda a ajuda que o governo puder dar para manter a chama acesa é muito bem vinda.

Em tempo, a reforma da mansão terá de esperar mais um tempo, pois “Como o FGTS faz parte do Sistema Financeiro da Habitação, que abrange imóveis de até R$ 500 mil, esse será o teto do valor das residências que serão reformadas com a nova linha de crédito.” De toda a forma com R$ 20 mil dá para fazer aquela reforma na suíte do casal e, ao investir, por exemplo, numa bela banheira de hidromassagem, dar continuidade à tendência apresentada no setor de vendas no ano passado quando o faturamento em materiais de acabamento apresentou crescimento de 8% enquanto o de materiais básicos cresceu (?) apenas 0,2%.

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