Briga de gente grande
Entra sai sai ano uma noticia envolvendo o ministerio da justica, ou um de seus orgaos de fiscalizacao e as cimenteiras nao pode faltar. Neste ano de 2012 surge logo em janeiro a primeira delas, todavia o interessante na polemica desta vez é que trata-se do julgamento de uma “briga” envolvendo duas cimenteiras concorrentes.O Valor de 17 de janeiro informa que ”A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça concluiu que a Camargo Corrêa recusou a venda de um produto para uma empresa concorrente e, com isso, abriu um processo contra a companhia que pode levar à aplicação de multa de 1% a 30% de seu faturamento.O produto é escória – matéria-prima utilizada na produção do cimento. A empresa é a Cimentos Liz, antiga Soeicom. A companhia procurou a SDE, em 2005, para dizer que a Intercement Brasil, antiga Camargo Corrêa Cimentos, aumentou os preços de escória para, em seguida, cancelar a possibilidade de venda.”Segundo a cimenteira Liz em 2005 a Camargo promoveu três aumentos sucessivos no preco da matéria prima, 11,3 %, 57,1% e 43%. Os dois primeiros foram absorvidos , mas o ultimo foi tratado como ” três é demais” e a empresa optou por recorrer a justiça nao sem antes se ver obrigada elevar o custo de seu produto em virtude da necessidade de troca da matéria prima (Mais caro, mas melhor…)Entre 2005 e 2008 a Camargo nao vendeu escoria para ninguém na região e enquanto a SDE julga que houve formação desnecessaria de estoque a Camargo se defende afirmando que o preco da matéria prima estava defasado e , caso nao fosse elevado, a empresa estaria subsidiando a producao de um concorrente. Pode ate fazer sentido, mas nao e o que pensa a SDE que “verificou que a Cimentos Liz seria uma das empresas passíveis de absolvição em investigação de cartel no setor. Ou seja, a Liz não estaria envolvida em supostas negociações entre outras concorrentes do setor e, por isso, seria mais conveniente para esses agentes que ela ficasse fora do mercado. No processo, há dados que mostram que a Liz chegou a entrar em contato com outras siderúrgicas para comprar escória, mas não obteve resposta positiva.”Para piorar a situacao da Camargo “a Secretaria obteve informações de que a própria Camargo chegou a se interessar em adquirir a Liz.”E se houver ainda alguma duvida “O parecer da SDE tem 79 páginas. “Conclui-se que a Camargo Corrêa recusou a venda de escória à Cimento Liz e manteve produto desnecessariamente em estoque, aumentando os custos de um rival sem que houvesse qualquer benefício à concorrência ou justificativa razoável”, diz o documento da secretaria.”Mais uma “briga” com o CADE para os advogados da Camargo se debruçarem sobre.