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Explicando melhor Só Mecanizar !?

01/02/2011
A Suécia não é aqui.

 

O articulista Gustavo Cerbasi em sua coluna semanal na Folha escreveu artigo em 31 de janeiro no qual cita exemplo bastante relacionado ao tema abordado no post Só Mecanizar?! http://paraconstruir.wordpress.com/2011/01/30/mecanizar/

Escreve o economista…

 “Há algum tempo, na Suécia, eu tomava café em meu hotel quando avistei um buraco que se abriu de um dia para o outro no asfalto, devido a chuvas durante a madrugada.
Comentei despretensiosamente com amigos que a Suécia não era um país perfeito, pois tam- bém tinha buracos no asfalto, como em nosso país.
Antes mesmo de eu terminar minha refeição, chegou um veículo de obras para corrigir o problema.
O que vi dali em diante foi motivo de muita reflexão sobre diferenças culturais.
Daquela camionete saltou seu único ocupante, que ao toque de um botão acionou um elevador hidráulico que posicionou a seus pés um interessante kit de equipamentos de identificação.
Bandeiras, sinais de luz, placas de trânsito identificando a obra, cones e cavaletes foram rapidamente posicionados a uma distância segura para desviar o trânsito.
O mesmo profissional voltou à camionete, abriu uma tampa da carroceria e retirou algumas peças que pareciam ser molduras quadradas de metal. Uma delas, ao ser posicionada no asfalto, mostrou ter dimensões pouco maiores do que o buraco, e por isso foi usada como gabarito para riscar o piso.
Feita a marcação, o trabalhador pegou uma serra elétrica e cortou o asfalto com precisão cirúrgica, retirando com picareta uma placa quadrada com o buraco no meio.
O elevador hidráulico foi posicionado para erguer a peça e jogá-la no interior da caçamba, e depois manobrado para trazer ao piso uma placa nova, como uma lajota, que se encaixou perfeitamente no corte feito.
Com batidas de um martelete hidráulico e acabamento de uma pistola de piche, esse único funcionário fez em trinta minutos um serviço impecável. Após sua saída, ninguém dizia que aquele remendo havia sido feito há menos de um ano.”

Como o exemplo está ligado à Construção Civil achei pertinente citá-lo, além do mais não precisa ser da área para concordar com a conclusão da história…

“Estupefatos, eu e meus amigos começamos a comparar o que vimos com o mesmo serviço tipicamente feito no Brasil, normalmente por cerca de oito a dez profissionais, a maioria deles ociosa a maior parte do tempo, resultando em um remendo mal-acabado, sujo e extremamente danoso aos primeiros veículos que ali passassem.”

Em primeiro lugar nos parece claro que o profissional Sueco teve “Educação”, mas Educação mesmo! Em escola convencional e não um curso profissionalizante do SENAI onde, de forma geral, entra um cidadão sem nenhuma base de formação anterior e esperamos que saia de lá um profissional completo, com discernimento,auto afirmação e independância para tomar atitudes semelhantes a do Sueco em questão.

Outro aspecto é o treinamento por qual passa o profissional para que assuma tal função. Na obra imaginária citada no post Só Mecanizar?! O profissional que cuida do equipamento que bombeia o concreto deixou por diversas vezes que o mangote da mesma entupisse mesmo sendo o responsável pela sua operação há anos e nem mesmo foi capaz de trocar a correia arrebentada do motor quando foi necessário, ocorrência mais que normal na operação da bomba.

Se formos entrar no mérito do porque de em vez de utilizarmos processos construtivos de manutenção mais evoluídos tecnologicamente como na Suécia ainda usamos o mesmo sistema de décadas atrás o artigo se estende e não acaba mais.

Ainda hoje no Valor de 01 de fevereiro lemos que “Depois de manter o ritmo de atividade em alta ao longo de todo ano de 2010, a indústria da construção civil deve repetir o forte desempenho em 2011… A perspectiva favorável está baseada no mercado aquecido de construção de edifícios e nas obras de infraestrutura… Apesar do otimismo, Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisas da CNI, chama atenção para o fato de que as empresas do setor, de todos os portes, estão cada vez mais preocupadas com a falta de mão de obra qualificada.”

E por fim desabafa “Sem dúvida a construção civil é o setor mais afetado com a falta de mão de obra qualificada. Isso representa um problema sério, já que obriga a companhia a contratar e capacitar esse profissional durante o empreendimento, medida que, por outro lado, aumenta o custo e o tempo do serviço”,

Imagino que o economista não tem a expectativa de que em até 04 anos, no calor da execução de um empreendimento, uma empresa poderá dar conta daquilo que o Estado não deu numa vida…

4 Comentários
  1. jose .cassan neto Link Permanente

    maravilhoso .nosso pais poderia fazer esse tipo de serviso ,tem tudo se os politicos fosse menos .

  2. joana fernandes Link Permanente

    os politicos que temos nao sabem fazer nada so aumentar os impostos

  3. joana fernandes Link Permanente

    os politicos do nosso pais nao sabem fazer nada so aumentar os impostos

  4. joana fernandes Link Permanente

    so sabem pensar neles sao egoistas

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