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Perigo! A combinação chuva e falta de engenharia pode acabar com sua vida.

Chegam às primeiras chuvas e com elas os enredos de pequenas tragédias . Incrível como Deus é Brasileiro nessas horas, o puxadinho do condomínio desmorona , a placa do posto de gasolina literalmente se dobra, e o toldo armado para proteger os carros e cobrar um tanto a mais dos respectivos proprietários fica no estado demonstrado nas fotos em anexo e ninguém morre ou ao menos se machuca.
Culpa , obvio, das fortes rajadas de ventos, agora até de tornados.
Qual nada , culpa da má qualidade dos projetos, se houve projeto, ou se de fato houve, se foi feito e atestado por um projetista , afinal quem nos garante se aquela “solução padronizada ” , sucesso em nove em cada dez obras e replicada a rodo pelo subempreiteiro não foi a escolhida na reunião do condomínio , pelo dono do posto, ou pelo consórcio do aeroporto?
Que dizer então dos postes de iluminação que caíram em cima de um ônibus com passageiro ou de outros que também tombaram na BR 070 , uma das saídas rodoviárias de Brasília, e não foram mostrados pela imprensa. No caso da BR 070 passo por lá semanalmente e os mesmos já estão há mais de mês mal fixados e tortos, esperando apenas por um empurrão…
E os bueiros que transbordam ? O do aeroporto é recorrente , não deu tempo ainda de redimensionar o projeto ? Se de fato está localizado na área de desembarque é bom que os pais fiquem alertas às crianças, pois pelo que deu para perceber pela TV uma pode muito bem ser sugada.
Incrível como um cidadão desavisado está sujeito a perder a vida durante uma ação corriqueira e despretenciosa como a de estacionar ou abastecer o carro, ou mesmo meramente transitar nas vias de uma cidade.
Culpa da natureza? Nada disso, culpa da falta de qualidade técnica e ética de muitos que se envolvem com engenharia.

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Em quem você vota ?

No Valor de hoje , 30/09, matéria analítica na qual a jornalista Chiara Quintão arrisca a preferência do setor para presidente da república, o candidato do PSDB Aécio Neves.
Nunca se realizou uma pesquisa interna de opinião , mas acredito que o diagnóstico da jornalista esteja correto, é natural que o empresário da construção civil sinta-se espelhado no candidato dito mais liberal e deposite nele maiores expectativas quanto às tão aguardadas reformas que destravariam a economia. É verdade também , e a matéria mostra isto, que há um reconhecimento generalizado do fato do PMCMV ter sido criado no governo do PT e neste sentido muitos empresários, inclusive dos maiores, acreditam que uma eventual continuidade de mandato faria bem ao setor , seja porque a administração pública aprendeu o suficiente com os erros e pode aperfeiçoar mais facilmente o programa , seja porque não haveria paradas desnecessárias para reconhecimento de área.
De certo mesmo é a certeza de que , independente qual seja o novo presidente , o PMCMV continuará gozando de um status diferenciado.

Nova York e Brasília

Indagada pelo repórter da Folha em entrevista publicada no dia 25 de setembro acerca da participação da população Novaiorquina no projeto de ciclovia lá implementado, a ex-secretária de transportes daquela cidade , Janette Sadik-Khan , reponde que ” nos empenhamos em dialogar com comerciantes , moradores e outras partes interessadas ….Para os caminhões de entrega , pensamos em horários alternativos de embarque e desembarque…”.
O Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) na cidade de Brasília tornou-se de uma hora para outra num atrativo centro atacadista graças ,parece , a um programa de bonificação fiscal, o resultado é que a todo instante quem por lá trafega em horário de trabalho se vê obrigado a parar e esperar grandes caminhões manobrarem para conseguir acesso aos terminais de carga e descarga dos tais estabelecimentos, sem qualquer fiscalização ou cuidado por parte do poder público, de repente um “chapa” paralisa o trânsito e dita as regras para caminhoneiro e motoristas.
No referido setor num prazo máximo dois anos, acredito eu, ficará pronto um baita centro de negócios que certamente impactará na já precária infraestrutura do local, alguma previsão de obras para minimização do efeito que será causado pelo novo personagem? O projeto viário que é o mesmo de cinquenta anos atrás está com cara de que continuará com a mesma cara por outros tantos.
Não acredito que um cliente em potencial não desanime ao chegar no stand de vendas , ciclo vicioso , o empreendimento que viria para somar transforma-se em ameaça , e a população local em vez de vê-lo como aliado na remodelação do setor assusta-se em pensar como será o trânsito pós chegada do colosso .
Se perguntada, é provável que a administração nos informe que tem um projeto pronto, mas será que completo ? Ao menos um código de conduta de carga e descarga no curto prazo já serviria à comunidade.

O bom exemplo da Casa Alta

No dia 26 de setembro o Valor publicou caderno especial sobre Mercado Imobiliário e nele uma matéria destaca o papel da construção popular no crescimento da construção civil.
Um personagem que chama a atenção é a tal construtora Paranaense Casa Alta , ” descoberta” pelo Estadão em reportagem de mais de mês atrás (ao menos lá até o presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil , o também paranaense José Carlos Martins , afirmou ter sido apresentado à construtora a bem pouco tempo), e que já construiu 42.000 imóveis e tem mais 48.000 em construção nas faixas 01 e 02 do programa.
Pelo que escuto, pois nunca construí pelo referido programa , é difícil a vida de quem ganha a vida pelo PMCMV , refiro-me a quem trabalha dentro da lei, e fazer dele a ” galinha dos ovos de ouro” , como parece ser o caso desta construtora, deve ser mais duro ainda.
Muito bom que gente que parece ser séria aposte num programa da abrangência social como o referido para se viabilizar e viabilizá-lo.
Segundo a matéria do Valor as ambições da empresa também são “altas” e a mesma está desenvolvendo nas cidades paulistas de Bauru e Avaré condomínios dotados de energia solar, captação de chuva , biodigestor para tratamento de esgoto , aproveitamento dos resíduos de gás no abastecimento das cozinhas , reciclagem de lixo.
Valor dos mimos acima relacionados ? Claro que tudo isto não poderia sair por menos de R$ 960.000,00 …mas pode , cada imóvel sairá por R$ 96.000,00 , isto mesmo, dezena , e não centena de milhar.
Parece que usando a cabeça , o caro pode sair barato também.

A luta da indústria de transformação e seu impacto na construção civil.

Estivesse vivo e atuante o empresário Antônio Ermírio de Moraes não estaria nada satisfeito em ler o editorial de economia no Estadao de 24 de setembro que tratou da mudança de posição do Brasil de exportador para importador de alumínio , fato que ,segundo o artigo, ” não se registrava desde o início de 90″.
As razões da reviravolta parecem ser similares às que assolam outros segmentos da indústria, lá fora uma queda relevante no preço da tonelada do produto provavelmente por causa de excesso de oferta, e aqui dentro uma das várias vertentes relacionadas ao custo Brasil, no caso a alta da energia elétrica , ” que representa 55% do custo da produção” do insumo.
Para atrapalhar ainda mais a indústria brasileira de transformação , fatores como câmbio valorizado e queda da demanda interna somam-se aos citados no parágrafo anterior, minando sua capacidade de concorrência frente ao produto importado, a indústria siderúrgica padece do mesmo mal.
Não tenho ideia do poder de penetração do alumínio importado para uso na construção civil , mas no caso do aço , segundo boletim estatístico do Instituto Aço Brasil, foram importados cerca de 619.000 toneladas o que representou aproximadamente 30% do total aqui desembarcado.
Gostava muito do Antonio Ermírio de Moraes e durante a leitura de matérias por ocasião de sua morte descobri que a menina de seus olhos era a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) , que construiu, demoliu inteira e a reconstruiu em seguida , sendo que da última vez juntamente com uma hidrelétrica exclusiva para sua alimentação, esforço que hoje em dia , segundo o artigo , parece nem ser tão compensador , pois daquilo que auto geram ” as empresas só podem retirar a preço de custo , para uso próprio , 10% da eletricidade que geram”.
Gosto também desta história de Indústria nacional , que não deve ser favorecida por exceções à regras , nem tampouco prejudicada pelo o que o governo não faz e a atrapalha fazer. No caso do aço mesmo, acho interessante a chegada dos três novos entrantes no mercado brasileiro , pois nos estimula a travar uma boa “briga” em torno de melhores preços dentro do Brasil, podendo promover assim o aumento de competitividade de um e de outro segmento.

Lâmpada incandescente na trilha do vinil

Jornais publicaram ontem, 25/09, que passados 123 anos a Philips deixará de fabricar lâmpadas incandescentes. A ação faz parte da política de separar a empresa em duas , deixando de lado a iluminação para concentrar esforços em tecnologia da saúde.
Faz sentido , afinal iluminação se tornou um mundo à parte é bastante complicado desde que o debate em torno de sustentabilidade ganhou o peso que tem hoje , impacta o meio ambiente do instante da geração ao do descarte.
Quanto à lâmpada incandescente , sucumbiu à pecha de vilã e símbolo maior do desperdício, embora nas residências familiares , o consumo de luz , notadamente hoje em dia , é dos que menos impacta na contai. Pena que desde então a solução encontrada foi a substituição pura e simples do insumo sem maiores realizações quanto à qualidade da rede de energia , ao desempenho das lâmpadas inovadoras e à criação de rede de coleta , descarte e reaproveitamento do insumo que estraga. Há mais ainda , as novas lâmpadas continuam bastante caras, é vasta a gama de produtos oferecidos o que garante a escolha correta para cada caso apenas a conhecedores do assunto.
Não dá para deduzir do conteúdo das matérias se na nova fábrica, que será da Philips, a lâmpada incandescente continuará a ser produzida ,mesmo que em menor quantidade , mas é provável que não , serão substituídas de certo por marcas desconhecidas e que cuidarão de abastecer um nicho específico de decoração ou similar, marcas de pior qualidade certamente , até que daqui a dez anos, ressurja uma nova onda de nostálgicos pelas tais lâmpadas, que tornarão a ser vendidas , a valores 50 vezes mais caros que as de agora.

Marquinhos

Marquinhos vai mais rápido que eu nos treinos de natação.
Deve ter uns 49 anos , pois regulava em idade com meu irmão Ioanis , eu com o Walmor , seu irmão mais velho, e o Volnei com meu irmão mais novo , o Anastassios.
Éramos três homens de cada lado. Eles perderam o Volnei atropelado por um ônibus enquanto treinava ciclismo em via pública, faz uns 15 anos , já não tinha mais contato com eles quando ocorreu a tragédia e quem me avisou foi o Fabiano, amigo comum.
No dia seguinte ao enterro, ao qual não fui, encontrei o Marquinhos na pizzaria Dom Bosco , bruta coincidência , e fiquei sem jeito de dar os pêsames , pior , acho que perguntei se estava tudo bem, e ele disse que sim , os dois meios sem graça , justifico , naquela ocasião fazia mais de dez anos que não nos víamos .
Walmor se formou em engenharia mecânica , casou com a irmã do Marco Túlio, acho que foi a primeira namorada dele, partiu para um mestrado nos Estados Unidos e por lá ficou. Fôssemos tratar de parecença o Walmor estaria mais para o Ioanis e eu para o Marquinhos, Anastassios e Volnei não sei , companheiros no jardim de infância ,a qualidade enquanto atletas talvez seria o elo em comum, um craque de bola , e outro atleta em ascenção no Triatlo.
Não sei quantas vezes Marquinhos tentou passar em medicina na UnB, mas foram muitas (pelo menos oito) , até que ……………conseguiu, cansei de usar o caso dele como paradigma de persistência e até obsessão na busca de um ideal.
Ontem meu irmão comentou na mesa do almoço que tivesse eu o talento dele para o futebol provável que tentaria por mais tempo jogar em algum time profissional , pode ser …eu até brinquei em seguida que quando estou na piscina fazendo o treino e alguém emparelha na raia do lado não tem como eu não apertar o ritmo.
Hoje cedo era o Marquinhos, só quando nos ” encontramos” na borda e ele me cumprimentou foi que eu vi que era ele, e com ele , já disse na introdução, não dá para emparelhar , mas com o cronômetro marcando o tempo dos 800 ml com palmar e pubol dava e seu eu forçasse nos últimos 200 ml a média podia cair de 2 minutos por cada 100 ml, era só forçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar , e …..não deu , passou por uns dez segundos , mas espera , era o ponteiro dos minutos o dos segundos estava ” chegando” agora , 15 segundos para trás , então deu.
_Valeu Marquinhos um abraço.
_Outro, boa semana.

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