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Aiii gente! os acabamentos ….

Num aeroporto importante do Brasil e na cara do público

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Abatedouros.

Matéria publicada no site Uol em 16 de dezembro, mostra de forma resumida o rápido crescimento do grupo frigorífico JBS no Brasil e no mundo e tenta apontar algumas das razões do sucesso.
Uma das razoes ,claro , foram os financiamentos do BNDES , todavia especialistas ouvidos pela matéria deixam claro que há sim um forte domínio técnico sobre o ramo de atuação . Os irmãos Batista conhecem profundamente a arte de retirada de carne da carcaça , processo bastante improdutivo na maioria dos abatedouros e amplamente dominado pelos frigoríficos da JBS.
Na reunião do projeto indicadores realizada em 17 de dezembro lamentávamos a baixa produtividade do processo de concretagem nos canteiros do DF, em média 12m3/h de concreto bombeado nos quatro anos de coleta, além de baixos índices em outros indicadores , como, por exemplo , pontualidade de início da concretagem .
Mesmo em obras tidas como referenciais problemas como o da laje não ficar pronta a tempo da chegada do primeiro caminhão de concreto acontecem com freqüência e numa pesquisa que realizamos entre os engenheiros de obra verificamos mais de 10% deles consideram reprogramação de concreto apenas solicitações feitas no intervalo de duas horas antes do início do lançamento do concreto!
Quanto ao planejamento da concretagem , via de regra é feita com base na conta de divisão ” tantos caminhões no dia / quantos canteiros com programação de concreto” , engenharia passa longe e é raro que aconteça uma concretagem onde intervalo entre caminhões é igual.
Anos atrás as cimenteiras brasileiras deram início a movimento agressivo de aquisição de concreteiras . A ideia era simples , contando com o principal insumo , o cimento , sinergicamente ganhariam bastante com a venda do principal derivado , o concreto. Passou-se o tempo e o que se vê hoje é o movimento inverso , venda da participação nas concreteiras. De certo não deram conta de descarnar a carcaça como fazem os irmãos Batista.

Tigre

O sistema de fixação de tubulações da Tigre venceu o 20° prêmio Cbic de inovação na categoria materiais. Muito boa a ideia da empresa que costuma lançar cerca de 80 novos produtos por ano. A etapa mais demorada na execução de tubulações é justamente a de fixação e a invenção , na forma de presilha similar a que é usada pelas empresas de aviação , foi grande sacada , com a diferença que as da Tigre , ao contrário das destas últimas ,podem ser reabertas
O sistema da Tigre tem outro ponto a favor , a simplicidade do manuseio faz com que se prescinda de mão de obra mais qualificada e se há uma especialidade que sofreu bastante com a queda do padrão de qualidade da mão de obra foi a do instalador , situação agravada com o desaparecimento das boas empresas de instalação .
O sistema é testado também para tubulações de sprinkler , em que pese que eu pagaria para ver a harmonização entre tubo de aço de 6″ e braçadeira de PVC. Outra situação critica a meu ver seria o suporte com altura superior a 1 ml, comum em grandes obras.
De toda a forma a Tigre está de parabéns pela contribuição que dá a evolução da qualidade das obras no Brasil e no mundo.

Dor nos quartos.

Me estropiei todo ao tentar descer , com a ajuda de meu enteado , um móvel de cabeceira pela escada da casa. Ideia de jerico, minhas costas doem até agora e ainda poderia ter causado um acidente mais grave.
No 20° prêmio CBIC de inovação ,realizado no último dia 10 de dezembro , uma das pesquisas classificadas tratava justamente desta importante questão , ergonomia , o veloblock.
Imita máquinas similares utilizadas com êxito em linhas de montagem da indústria , é operado pelo pedreiro de forma similar a que pilotaria uma moto, fazendo o serviço pesado de elevação da carga por ele, no caso deste projeto , o bloco de concreto da alvenaria estrutural.
Em defesa do invento , o engenheiro apresentou uma série de estudos médicos realizados por diversos institutos de saúde em operários da construção demonstrando os graves efeitos na saúde física dos mesmos ,provocados por movimentos repetitivos com insumos pesados.
A discussão em torno do equipamento foi grande e em defesa de sua vitória uma das juradas alegou justamente o foco na ergonomia , enquanto outra entendia que sua utilização perpetua um processo construtivo arcaico , a alvenaria .
O veloblock acabou ficando em segundo lugar em sua categoria. Não sei se o engenheiro responsável pelo desenvolvimento da traquitana conseguirá um dia chegar nos índices de mecanização e produtividade que imagina , nem sei se processos industrializados como placas de gesso , madeira , aço ou concreto destronarão o bloco cerâmico algum dia (imagino que nunca, ao menos no Brasil) , até lá , estaremos sendo coniventes com a deterioração visível da vida útil daqueles que dia a dia têm de carregar uns quantos móveis de cabeceira em nossas obras.

Piada de mal gosto envolvendo o planejamento de obras.

É provável que não tenhamos a real dimensão dos impactos sociais provocados por obras mal planejadas.
Matéria publicada no site uol hoje , 13 de dezembro , mostra a preocupação do setor de hotelaria com as sedes da Copa em 2015.
Segundo a matéria a conta não fecha , baixo crescimento econômico , ajuste fiscal e 17 mil quartos a mais do que se previa ser o número ideal para inauguração até a data do início da copa do mundo. Detalhe , para a copa foram inaugurados 2 mil a menos . A explicação é singela , segundo o presidente do FOHB, Roberto Rotter,
” a concentração de inaugurações no ano seguinte ao da Copa do Mundo foi causada por atrasos nas obras.”

Hahahah, atraso de apenas um ano em meio em relação a data de serventia.

Lojas de Materiais de Construção como indutor de qualidade

Na folha de 08 de dezembro uma página inteira tratando da expansão prevista para os próximos anos de três mega redes de materiais de construção; Leroy Merlin, Diccico e BR Home.
Há duas semanas atrás o presidente da Saint Gobain no Brasil, em entrevista ao jornal Valor Econômico , avisou que em virtude da chegada de concorrentes de peso, vários vindos de fora, o varejo de materiais de construção sofrerá grandes transformações no futuro ,com o desaparecimento de inúmeras das marcas hoje existentes.
Penso que a referida expansão , será benéfica para a melhoria da qualidade técnica do setor da construção civil. É sabido que a venda de insumos não conformes encontra boa acolhida dentre as lojas de materiais , aliás não se entende como que , a despeito do rigor governamental em combater a informalidade e as más práticas de construção , existam centenas de marcas de fios e cabos , metais , tubos e conexões , portas, tintas e texturas …sendo comercializados livremente sem atender as exigências de Normas Técnicas.
As grandes redes, em virtude do alto poder de força de negociação e da preocupação com a marca , têm maiores condições de impor barreiras a entrada de insumos não conformes .
Outro aspecto a se considerar é que elas são mais sensíveis à difusão inovações.
Mais de 90% (noventa por cento) das empresas de construção são de pequeno porte e boa parte delas consome em lojas de materiais de construção, portanto, a melhoria do padrão de serviços das lojas tende a repercutir positivamente na melhoria da qualidade das construções, este ciclo é virtuoso e compatível com outras ações promovidas pelo setor, tais como, PBQPH, PSQ e mais recentemente ,a entrada em vigor da NBR 15.575, Norma de Desempenho.

Comunidade Grega de Brasília

Domingo, dia 07 de dezembro ,tivemos eleições na Comunidade Grega de Brasília.
Temos informações de nossos antepassados que nos primórdios da cidade chegamos a contar com uma população de 40 mil Gregos, mas a maioria voltou à terra natal , para outro país ou para São Paulo. Daí então que hoje em dia , dentre primeira e quarta gerações , não passamos de dois mil.
Todavia , o que minguou em quantidade compensamos em qualidade.
Nomes como BI-BA-BÔ, Casas Nordeste , Lojas MAP, FOFI, fazem parte do imaginário popular da cidade e consolidaram a verve comercial do povo Grego, mas hoje nossa contribuição é bem mais ampla e passa pelo sucesso como empreendedores privados , profissionais liberais , funcionários públicos …Difícil saber quem não tem um amigo ou já contou com a parceria de um descendente de Grego.
Ontem o quórum para a eleição era superior a 80% dos aptos a votar , algo de causar inveja a qualquer escrutínio e eu tive a honra de encabeçar a chapa eleita por nossos Patricios.
Mais que uma honraria, é emocionante contar com o privilégio de representar uma das milhares de células que a diáspora Grega foi obrigada a criar em todo o mundo para fugir de fome , guerra , perseguição e cataclismas naturais.
Tantas famílias de valor já tiveram a honra de ceder um membro para presidir a Comunidade Grega de Brasília e desta vez julgaram por bem confiar a nossa esta tarefa , faremos o possível para nos manter à altura da responsabilidade .
Particularmente acredito que contarei com a ajuda de gente amada , mas que já nos deixou . Gente que de lá de cima está vigiando a Comunidade que aqui na terra cuidaram com carinho e dedicação . Um abraço terno aos saudosos Pantelis Georgalas, Galinos Kontoyanis ,e ao meu irmão , Ioanis Klavdianos.

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