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Agenda Velha II

No caderno especial do Valor Construção Sustentável ,publicado em 26 de agosto , o depoimento do diretor executivo de certificação Aqua-HQE, Manuel Carlos Reis Martins, ” Planejar antes de projetar e construir é uma das exigências da Aqua-HQE”.
Levado ao pé da letra poderíamos perguntar “_Mas apenas no caso de certificação verde tal pressuposto deve ser levado em conta ?” Planejar um projeto não deve ser essencial em qualquer caso? Não deve ser esta uma máxima aprendida desde os bancos da Faculdade?
O que deve ser encarado como prioritário ainda hoje em dia não é o certificado que obterá a sua obra , mas construí-la com técnica e qualidade, tanto faz que no sistema convencional ou no inovador.
Invertemos as prioridades , poluímos a cabeça do novo profissional com todo o tipo de novidades e descuidamos da formação básica. Se ele não souber orçar comprará muito mais material que o necessário , seja ele sustentável ou não, se não souber planejar estourará o prazo e é inacreditável pensar que o trivial ou básico se torne requisito essencial para uma certificação , que a despeito do que se divulga ,ainda é acessório.

Heal the World

Você tem uma música para lembrar de uma pessoa que você ama? Normalmente isto tem mais a ver com a parceira ou o parceiro, mas a música que elejo agora para lembrar de meu irmão é esta “Heal the World” do Michael Jackson, vou sempre lembrar dele quando estiver ouvindo uma boa música ou lendo um bom livro, no caso da música foi determinante suas dicas para que conhecesse uma gama de bons artistas, gente que quando ouço hoje me reporta a ele na hora.
Michael Jackson eu já conhecia quando viajei para França em 1998 durante a Copa do Mundo. Meu irmão havia ganho este “brindão ” do Banco do Brasil e me repassou e durante a viagem de duas semanas havia o motorista do ônibus que sempre punha para tocar um CD gravado por ele com uma série de músicas muito lindas, eu adora escutar, aquelas que ele achava mais legais ele gravava mais de uma vez em diversas posições do disco, esta do Michael Jackson ele repetiu três vezes, era a que eu mais gostava e o engraçado é que eu não percebia que era dele. Pois bem , tanto enchi o saco do motorista que ele me deu de presente o disco que guardo até hoje.
Guardo aquele e outros que meu irmão gravava e me presenteava; 10.000 Maniacs, Everything but the girl, New order…
Nesta semana o Birola (O músico Sergio Galvão) , que nos reencontrou através do facebook ao tomar conhecimento da morte de meu irmão, me procurou oferecendo em homenagem a meu irmão, nossa amizade e nossa família justamente a música “Heal the World” só que magistralmente tocada por ele no saxfone, ao ouvir na hora me reportei àquele ano, que juntamente com 1984 e 2014 foram os anos que mais me marcaram e se 1998 me marcou tanto foi muito devido à generosidade de meu irmão, que de resto sempre foi generoso com todo mundo.
Gratíssimo Birola !!! Gente boa , estou vendo aqui ele sorrindo e te agradecendo pela boa lembrança.

There are ways to get there
If you care enough for the living
Make a little space
Make a better place

Heal the world
Make it a better place
For you and for me
And the entire human race

Agenda Velha

O engenheiro Roberto de Souza , diretor geral do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), perguntado sobre a queda de qualidade na técnica no exercício da profissão de engenharia cita a necessidade do profissional se dedicar a uma agenda velha e a uma nova.
Quanto à nova nem é necessário se alongar, BIM, coordenação de projetos, Norma de Desempenho, Lean Construction e tantas outras novidades ,que por mal compreendidas , acredita a maioria no nosso setor que vieram para a facilitar a vida do engenheiro. Crasso engano pois o que adianta , melhor , como dominar tais inovações se nos falta a base ? Qual base? A citada por Roberto de Souza na palestra; orçamento , planilha de custos, planejamento e controle de custos , enfim o beabá.
Estava reorganizando a estante e me chamou a atenção a quantidade de livros afeitos ao tema que existiam a 15 ou mais anos atrás, acredito que boa parte já tenha saído de circulação afinal alguns deles consistiam apenas de exemplos de boas planilhas e tabelas para utilização pelo engenheiro que queria de fato controlar o canteiro de obras. Hoje, com tantos programas à disposição é capaz que poucos deem a atenção necessária a estas planilhas .
No Projeto Indicadores do Concreto , http://www.projetoconcreto.com.br, desenvolvido pelo Sinduscon-DF , a base das informações são duas planilhas em Excel e despeito da colaboração de muitos profissionais não é raro termos de deslocar um estagiário para o canteiro de obras para que faça o preenchimento da planilha. Em minha opinião quando o responsável pelo canteiro dedica um pouco de seu tempo a este tipo de conferência está atuando a favor da segurança técnica da obra afinal tal procedimento não deixa de funcionar como uma espécie de diário de obras ou “redação relatório” acerca de tudo o que aconteceu , no caso durante o processo de concretagem. Ao escrever o profissional atua e se atua aprende e se aprende melhora seu desempenho.
Fico pensando se no caso do viaduto que caiu em B.H , se de fato ficar comprovada o erro no registro da quantidade correta de armação, o quanto um procedimento básico de sentar e pensar terá feito falta.
Inovações como as citadas no inicio do post vieram de fato para ajudar na melhoria da qualidade de nossas obras, mas ” ajudar” e não ” fazer” pelo engenheiro.

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…e outra notícia, ainda pior.

Matéria publicada pelo Valor de 15 de agosto dá destaque a trabalho divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) , de autoria de Andrew Warner que em síntese põe abaixo a tese de que investimento público em infraestrutura alavanca crescimento econômico. Para chegar a tal conclusão o estudioso analisou dados de 124 países.
Pior é que , nos casos de países de baixa e média renda se percebeu foi o inverso, cai o crescimento depois de grandes gastos em infraestrutura , provavelmente porque o estado endividado tem que se ver com o rombo gerado e fica sem caixa para continuar investindo.
Segundo a matéria , ” o estudo de casos mostra que na maioria das vezes esses ciclos de investimento são financiados com a emissão de dívida e embasados em estudos técnicos pobres, que falham na determinação de custos e prazos, no momento em que foram eleitos. Além disso, esses projetos mostram problemas de incentivos ou foram cooptados por grupos de interesse. O estudo também mostra que ao investir grandes somas, o setor público acaba afastando o investimento privado, fenômeno conhecido como “crowding out”.
Os grifos são meus. Porque é que ao lermos o trecho acima ficamos com a impressão de que o enredo seja familiar?

O estudo completo está disponível em ” imf.org/external/pubs/ft/wp/2014/wp14148.pdf

Outra noticia ruim..,

Precisávamos de 15 sacos de argamassa industrializada para executarmos alvenaria e concluir ensaio de “parâmetros acústicos com base na Norma de Desempenho , NBR 15575,” e os obtivemos junto a uma indústria , mas apenas para o início de setembro deste ano ,quando o produto torna a linha de produção pois a demanda pelo mesmo não garante continuidade .
A industrialização da construção brasileira é uma piada , e o maior exemplo é o tempo que gastam para concluir um viaduto , quando não desmorona e tem que fazer de novo.
O “projeto indicadores do concreto” ,patrocinado pelo Sinduscon DF, mede a quatro anos consecutivos a produtividade de dezenas de canteiros de Brasília e a média da velocidade de concretagem usinada não passa de 12m3/h , ou um caminhão betoneira e meio despejado por hora! Dúvida ?
O diretor da maior fabricante de bombas do mundo no Brasil informou que dados da empresa mostram que a média brasileira é de 10m3/h sendo que as bombas modernas aqui vendidas podem lançar até 120m3/h, um desperdício .
Se o critério for produtividade é provável que rodar na obra seja mais negócio , principalmente agora que o trânsito urbano passa engarrafado, a outra alternativa, restrita às grandes construtoras, é montar a usina dentro do canteiro.
No congresso brasileiro do aço realizado semana passada em São Paulo a preocupação generalizada com o baixo consumo brasileiro do insumo , empacado em 130 kg/hab a 30 anos . A construção civil brasileira , maior cliente com 38% do consumo, poderia contribuir industrializando mais , mas como ? Se enquanto a indústria afirma ter condições de fornecer ferro cortado , dobrado e até montado na obra metade do consumo ainda é de barra reta?
Uma pista ? A cadeia não se conversa entre si , não interage.
Leio na internet que uma multinacional da química convida o público a conhecer a Casa E em São Paulo com chamada retumbante , ” 30 soluções que irão mudar a forma de conceber um projeto” , de certo uma ilha da fantasia para o construtor. Desenvolvidas de forma isolada pela empresa , não acredito nem que 10% se tornem consumo de massa, enquanto isto a mesma Multinacional participa na Inglaterra de parque de experimentação multidisciplinar , juntamente com outros fornecedores , governo pesquisadores e o resultado do trabalho , se comprovado na prática , vai logo para a prateleira das lojas.
No tal 25° Congresso perguntam ao presidente da Câmara Brasileira da Construção (CBIC) , José Carlos Martins, o que o setor pode fazer para levar inovação para o canteiro e ele retruca usando uma linguagem figurada, “…_ não dá mais para prosseguir assentando tijolo sobre tijolo”.
Concordo , mas continuam…

Enviada do meu iPhone

Uma noticia ruim …

No Valor de 15 de agosto notícias ruins para o setor à vontade, basta escolher;
Queda nas vendas do cimento em junho é estimada em 7,5% em relação à junho do ano passado julho deve seguir o ritmo. Estimada e não confirmada porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) proibiu o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) a publicar a cada final de mês ,como fazia antes da sentença condenatória por formação de Cartel, a quantidade de cimento vendida no país. De toda a forma a tendência de queda é corroborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE) que divulgou dados que mostram queda na produção de cimento de 4,9% em junho deste ano em relação ao do ano passado, se considerarmos artefatos de concreto , cimento, fibrocimento, gesso e semelhantes o tombo foi de 9,6%.
Noutra matéria a informação de que o lucro líquido da incorporadora Rossi caiu 99,4% neste segundo trimestre em relação ao do ano passado em virtude da alta quantia gasta com distratos, que cresceram 59,1% consumindo R$ 261,9 milhões enquanto o número de contratos cresceram 20,4% no mesmo período representando um aporte de R$ 259,6 milhões em vendas líquidas. Neste ano a saída será desovar 29% de imóvel estocado , o que pode resolver a dificuldade dela , mas deixa mais preocupada gente que precisa de prédio novo sendo construído para dar vazão a seus insumos, caso da indústria de elevadores.
Matéria publicada na Folha de 13 de agosto mostra que o segmento está preocupado com a retração na venda de imóveis este ano , segundo Jomar Cardoso , presidente do Sindicato Paulista das Empresas de Elevadores (Seciesp) , ” …com a desaceleração em projetos de novos edifícios desde o fim do ano passado, não estamos nada otimistas em relação a 2015″
As vendas do varejo também não foram satisfatórias para o setor e em junho de 2014 houve queda de 3,9% na venda de materiais de construção , neste caso , segundo analistas, devido a influência dos jogos da Copa.
Por fim , e não menos negativo, as siderúrgicas informaram durante o 25° congresso do aço, realizado nesta semana na cidade de São Paulo que a previsão é de queda de consumo neste ano em relação ao do ano passado.

25° Congresso Brasileiro do Aço – Parte VINovas Tendências e Pensamento Futuro e Economia Global

Esta oi a ultima palestra do evento , bastante interessante , recomendo a quem se interessar procurar palestra dele no site TED de seminários .
O evento foi bruscamente finalizado em virtude do trágico acidente que causou a morte de sete pessoas incluindo o candidato a presidente Eduardo Campos ,segundo o Estadão morreram também o assessor Carlos Augusto Leal, o fotógrafo Alexandre Gomes Santos, Paulo Valadares Neto, Marcelo Lira e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

11:10Conferência Especial – Novas Tendências e Pensamento Futuro

Magnus Lindkvist
Diretor de Novas Tendências e Pensamento Futuro – Escola de Economia de Estocolmo
A história do mundo em quatro palavras nada, nada,nada, tudo. Tudo em um século apenas, tudo foi inventado o mundo em 1908 , vale para aço também, existem apenas dois tipos de mudança , horizontal mesma coisa acontecendo em mais lugares, sorte é oposto de progresso.
A outra é mudança vertical, que não tem nada a ver com copiar e replicar.é magia.
Todos se preocupam com mudança horizontal as que se preocupam com a as verticais são raras.
Quando não se acredita no futuro guarda-se dinheiro , não há problema em ser rico , mas o que faz com este dinheiro.
Competir ou criar ?se vice quer criar arranja inimigos e se for competir medalha …
Procure por segredos , dentro da sua cabeça , noutro mercado…feio, cheira mal,diz estranha coisa e muito inteligente
Experimente ,jogue fora manual , não escute o que dizem os outros , pense vinte anos depois e seja paciente.
Seja paciente e persistente
A mesma ideia que foi fracasso pode virar sucesso muito depois
O Brasil é um dos países mais criativos e deve parar com história de competir e seguir
Who is go ‘na be the Lonely brave sexy dancer

11:50Painel 4: Economia Global
Conferencista

Eduardo Giannetti da Fonseca
Economista
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Debatedor

Delfim Netto
Economista
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Jorge Gerdau Johannpeter
Conselheiro do Aço Brasil / Presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade
Currículo (+)

Maílson da Nóbrega
Economista
Currículo (+)

Moderador

Sidney Rezende
Jornalista
Currículo (+)

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